6 passos essenciais para sua startup encarar uma due diligence. Preparado?

Saiu recentemente na mídia: os investimentos em venture capital vem crescendo no Brasil e já passam de 3 bilhões de reais no primeiro semestre de 2019.    É um dinheiro altamente disputado pelas startups que buscam nos investidores uma forma de crescer e alavancar seus negócios.  Para conseguir o aporte de capital desejado, os empreendedores precisam estar preparados para provar ao investidor o enorme potencial de desenvolvimento do negócio.  Essa fase inclui diversos rounds de conversações, análises dos mais diversos tipos, negociações e uma claro uma avaliação de riscos e oportunidades por meio da due diligence.  O processo de due diligence vai olhar com profundidade as condições tributárias, fiscais e contábeis da empresa a fim de fazer um diagnóstico, revelando os aspectos que muitas vezes ficam ocultos, inclusive aos olhos dos empreendedores.  Sim, os investidores querem saber tudo antes de concretizar o investimento. E o pessoal de due diligence atua para ajudá-los na negociação.  Mas calma, não é para se assustar. A due diligence também pode favorecer o empreendedor.  Porque, após a due diligence, será possível dimensionar com mais precisão o valor da sua empresa e negociar melhor com o investidor, com mais segurança e sem “achismos”.  Por isso, estar preparado para começar uma due diligence é importante e você pode fazer isso desde já. Nossas dicas são:   1 - Não confunda a área financeira da empresa com a pessoal dos sócios.    2 - Crie o hábito de envolver a contabilidade e os advogados em todas as suas decisões.    3 - Tenha indicadores de performance alinhados com o plano de expansão.    4 - Registre os mútuos e contratos de empréstimos e mantenha a contabilidade informada da operação. Já vimos o contador registrar o investidor no “Contrato Social” e, assim, “dar” a empresa para ele - justamente por não entender a operação e fazer do modo tradicional o aporte de um sócio.    5 - Invista em contabilidade estratégica e não apenas em contabilidade que recolhe guia.    6 - Estude sobre a tributação do negócio e o quanto ela compromete a operação.   Quanto mais você souber sobre seu negócio e mais controle tiver sobre a operação, a due diligence não será um processo de “sustos”, mas uma surpresa positiva para você e para os investidores.     Photo by You X Ventures on Unsplash

Saiu recentemente na mídia: os investimentos em venture capital vem crescendo no Brasil e já passam de 3 bilhões de reais no primeiro semestre de 2019.

É um dinheiro altamente disputado pelas startups que buscam nos investidores uma forma de crescer e alavancar seus negócios.

Para conseguir o aporte de capital desejado, os empreendedores precisam estar preparados para provar ao investidor o enorme potencial de desenvolvimento do negócio.

Essa fase inclui diversos rounds de conversações, análises dos mais diversos tipos, negociações e uma claro uma avaliação de riscos e oportunidades por meio da due diligence.

O processo de due diligence vai olhar com profundidade as condições tributárias, fiscais e contábeis da empresa a fim de fazer um diagnóstico, revelando os aspectos que muitas vezes ficam ocultos, inclusive aos olhos dos empreendedores.

Sim, os investidores querem saber tudo antes de concretizar o investimento. E o pessoal de due diligence atua para ajudá-los na negociação.

Mas calma, não é para se assustar. A due diligence também pode favorecer o empreendedor.

Porque, após a due diligence, será possível dimensionar com mais precisão o valor da sua empresa e negociar melhor com o investidor, com mais segurança e sem “achismos”.

Por isso, estar preparado para começar uma due diligence é importante e você pode fazer isso desde já. Nossas dicas são:

1 - Não confunda a área financeira da empresa com a pessoal dos sócios.

2 - Crie o hábito de envolver a contabilidade e os advogados em todas as suas decisões.

3 - Tenha indicadores de performance alinhados com o plano de expansão.

4 - Registre os mútuos e contratos de empréstimos e mantenha a contabilidade informada da operação. Já vimos o contador registrar o investidor no “Contrato Social” e, assim, “dar” a empresa para ele - justamente por não entender a operação e fazer do modo tradicional o aporte de um sócio.

5 - Invista em contabilidade estratégica e não apenas em contabilidade que recolhe guia.

6 - Estude sobre a tributação do negócio e o quanto ela compromete a operação.

Quanto mais você souber sobre seu negócio e mais controle tiver sobre a operação, a due diligence não será um processo de “sustos”, mas uma surpresa positiva para você e para os investidores.

Photo by You X Ventures on Unsplash

Marcela Huertas